VIII Encontro de Formação de Seminaristas – FORMISE
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Autor: Adriano Mendes de Pinho

No mês de maio recordamos de modo especial da mãe de Jesus. “A Virgem Maria realiza da maneira mais perfeita a obediência da fé. Na fé, Maria acolheu o anúncio e a promessa trazida pelo anjo Gabriel, acreditando que ‘nada é impossível a Deus’ (Lc 1, 37) e dando seu assentimento: ‘Eu sou a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra’ (Lc 1, 38)” (CIC, §148).  Maria é para os cristãos um exemplo de fé, obediência ao Senhor e serviço aos irmãos. Ela foi a primeira discípula missionária de Nosso Senhor. “Três palavras-chave resumem a condição de ser discípulo de Jesus: ouvir, guardar, frutificar. Com esse molde nas mãos, Lucas vai pintar os traços da figura de Maria. Mostra que ela tem exatamente as qualidades que caracterizam o seguidor de Jesus” (MURAD, 2004, p. 34).

Dentre as mulheres da bíblia, Maria é aquela que exerce a ação mais sublime na história da salvação, gerou em seu ventre o Redentor. Sobre isso o Documento de Aparecida afirma: “A Virgem de Nazaré teve uma missão única na história da salvação, concebendo, educando e acompanhando seu Filho até seu sacrifício definitivo”. (§ 267). Sabiamente Padre Zezinho SCJ canta em seus versos: “Como é bonito uma religião que se lembra da mãe de Jesus, mais bonito é saber quem tu és. Não és deusa, não és mais que Deus, mas depois de Jesus o Senhor, neste mundo ninguém foi maior”. Maria não é “uma deusa”, mas é a “Bendita entre as mulheres […]” (Lc 1, 42), pois concebeu, educou e acompanhou o seu Filho até a cruz, por isso ela merece a nossa admiração, respeito e veneração.

“A Igreja não hesita em professar abertamente uma função assim subordinada em Maria; experimenta-a continuamente e recomenda-a ao amor dos fiéis, para que, apoiados neste proteção maternal, eles se unam mais intimamente ao Mediador e Salvador” (LG, n. 62). Nossas comunidades manifestam forte carinho e apreço pela figura de Maria, verificamos isso nas diversas expressões de piedade popular mariana: peregrinações aos santuários dedicados à Virgem, a recitação do terço, o ofício de Nossa Senhora, procissões, coroações, ladainhas etc. Todas as expressões de devoção mariana devem sempre nos conduzir àquele que é o centro de nossa fé, Jesus.

Liturgicamente encerramos o mês de maio com a festa da visita de Nossa Senhora a Isabel. Mesmo estando grávida do Filho de Deus, Maria realiza uma ação missionária indo ao encontro de Isabel que carecia de atenção e cuidados. “Transbordando da graça de Deus, não quer retê-la para si. Vai partilhar com sua parenta de idade avançada, que está grávida e necessita de cuidados. Discretamente, ela já leva Jesus para os outros” (MURAD, 2004, p. 39). Maria nos ensina que os seguidores de Jesus devem sempre se colocar à disposição dos irmãos, compartilhando com o mundo a graça e a alegria do ser cristão.

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Referências:

Bíblia de Jerusalém. 4. ed. São Paulo: Paulus, 2006.

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. 9. ed. São Paulo: Loyola; São Paulo: Ave Maria; Petrópolis: Vozes; São Paulo: Paulinas; São Paulo: Paulus, 1999.

Constituição Lumen Gentium. Vaticano II: mensagens, discursos e documentos. 2. Ed. Tradução Francisco Catão. São Paulo: Paulinas, 2007.

MURAD, Afonso. Maria, toda de Deus e tão humana. São Paulo: Paulinas, 2004.

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