Vocação sacerdotal, louvado seja Deus por todos os Sacerdotes!

Mês vocacional! Enviai, Senhor, operários para vossa messe!
01/08/2018
O evangelho da família, alegria para o mundo!
12/08/2018

Neste primeiro fim de semana do mês de agosto, dedicado às vocações sacerdotais, nosso coração deve se encher de alegria diante desse dom maravilhoso dado por Deus à sua Igreja. Nosso Senhor Jesus Cristo continua presente entre nós de um modo sublime por meio da pessoa do bispo e do padre; nestes, Ele continua a missão apostólica de comunicar a graça da salvação aos povos, por meio dos sacramentos, da pregação da Palavra e da oração.

A Igreja, desde muito cedo, compreendeu que Jesus, ao instituir a Eucaristia na última ceia, também conferiu aos seus apóstolos o múnus sacerdotal de fazer o mesmo em sua memória (Lc 22, 19). O sacramento da Ordem nasce justamente da vontade de Cristo, que quer tornar presente em todos os lugares, até a sua volta definitiva no último dia, o sacrifício do seu corpo e do seu sangue por meio da celebração da liturgia eucarística. Evidentemente a missão apostólica não teve seu término com a morte dos apóstolos do Senhor, mas foi transmitida ininterruptamente aos seus sucessores, em primeiro lugar aos bispos e, de maneira subordinada a eles, aos presbíteros (padres). Em ambos os casos, os ministros ordenados participam do sacerdócio de Cristo de modo especialíssimo, estando associados a Ele por uma especial consagração de vida. Outra missão de suma importância exercida pelos sacerdotes na Igreja é a de ser canal da misericórdia de Deus para com o seu povo. Jesus, já ressuscitado, ao aparecer para os seus apóstolos sopra sobre eles o Espírito Santo dizendo: “Aqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; aqueles aos quais retiverdes ser-lhes-ão retidos” (Jo 20, 23). Também o poder de perdoar pecados foi transmitido aos sucessores dos apóstolos, assim sendo, o sacramento da Reconciliação está intimamente ligado ao ministério sacerdotal na Igreja em favor de todos. Os bispos, por participarem da plenitude do sacerdócio de Cristo, podem presidir os sacramentos da Ordem e da Confirmação, este último, com uma permissão do bispo, pode ser também presidido por um presbítero.

Não há dúvida que todo fiel batizado é chamado a ser anunciador do Evangelho de Cristo, no entanto essa missão é um dever antes de tudo atribuído aos ministros ordenados da Igreja; padres e bispos são enviados a testemunhar com a vida e a pregação a alegria cristã. O decreto Christus Dominus, do Concílio Vaticano II, ao descrever o múnus pastoral dos bispos na Igreja, os exorta que

No exercício da sua missão de ensinar, anunciem o Evangelho de Cristo aos homens que é um dos principais deveres dos bispos: façam isso convidando os homens à fé na fortaleza do Espírito e confirmando-os na fé já viva. (CHRISTUS DOMINUS nº 12, Concílio Vaticano II).

O mesmo Concílio, ao falar do ministério presbiteral, no decreto Presbyterorum Ordinis, ensina que

[…] os presbíteros, como cooperadores dos bispos, têm, como primeiro dever, anunciar a todos o Evangelho de Deus, para que, realizando o mandato do Senhor: “Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a todas as criaturas” (Mc 16, 15), constituam e aumentem o povo de Deus. (PRESBYTERORUM ORDINIS nº 4, Concílio Vaticano II).

Os sacerdotes devem ser exímios conhecedores das Sagradas Escrituras e da Tradição da Igreja, ter com elas intimidade, para que assim possam sempre e em toda a parte, “oportuna e inoportunamente” (2Tm 4, 2) proclamar a Boa-Nova do Reino.

A vida de oração de um bispo e de um presbítero também é parte fundante de sua missão na Igreja, seja para a própria santificação, seja para a edificação de todo o corpo eclesial. A doutrina católica sempre nos ensinou que o sacerdote, em virtude do sacramento da Ordem, age in persona Christi Capitis (na pessoa de Cristo Cabeça), portanto exerce a função de ser pontífice na relação dos homens com Deus. Nos ensina o Catecismo da Igreja que “a tarefa do sacerdócio ministerial não é apenas representar Cristo – Cabeça da Igreja – diante da assembleia dos fiéis; ele age também em nome de toda a Igreja quando apresenta a Deus a oração da Igreja” (Catecismo da Igreja Católica nº 1552). Portanto, a oração de um sacerdote já não deve ser algo voltado apenas para o benefício próprio, mas acima de tudo para o bem de todo o povo de Deus, sendo em favor dele verdadeiro intercessor junto à Santíssima Trindade.

Rezemos por todos os sacerdotes da Igreja, especialmente os de nossa diocese de Itabira-Cel. Fabriciano, para que a exemplo do Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote, possam se configurar a Ele na vida de santidade e no anúncio do Evangelho.

Fernando Moreira – 1º Ano de Teologia

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.