Via-Sacra
12/03/2021
Solenidade de São José
23/03/2021

Saudades do tempo de outrora:

O sol me trazia sabor,

Me gracejara o pé de amora,

o céu fora puro esplendor

e os rios, oh! puro frescor!

 

Eu me perdi floresta afora,

Sinto, da minha cova, odor.

Se não bastasse, ainda agora

Trovões me julgam com furor.

Cadê? Cadê o meu senhor?

 

Tropecei em arbustos, ora

Que longos espinhos, que horror!

Alguém ouviu o choro que chora?

Tenha dó desse meu clamor

Pois me farto desse labor.

 

Ai! Ai! Ai! Porque eu fui embora?

 Meu Amado era acolhedor.

Conjuro aos lírios nesta hora:

Se acaso vires meu pastor,

Dizeis que padeço de amor.

 

Eis que surgem leões na flora,

Então dilacera um agressor.

Logo me escondo em uma tora

Onde só me sobra o torpor,

E como companheira, a dor.

 

Basta! dessa dor que em mim mora! 

Sendo meu próprio predador,

Retornarei antes da aurora

Mas não só como mero ator

E sim contrito pecador.

 

Mas ei-lo vindo, está lá fora.

Estou sonhando ou é o calor?

Será que essa loucura piora?

Saiba o mundo que meu ardor:

É estar louco de tanto amor.

Seminarista Wellington Rosa de Souza, 3°ano de Filosofia.


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Pedro de Paula Ferreira

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